Cada Gabinete de Vereador é composto por um vereador, um chefe de Gabinete, dois assessores de Gabinete e dois assessores parlamentares

Os novos Gabinetes de Vereador quando ainda estavam em construção; já foram ocupados Foto: WTM
Na recente apresentação das atividades desenvolvidas em 2025, feita pelo Observatório Social de Maringá, em 2025 um Gabinete de Vereador custou R$ 61.482,09 por mês aos cofres públicos. Como são 23 vereadores, o custo anual chega a R$ 16,9 milhões. O OSM levou em conta apenas os vencimentos dos assessores e vereadores. Como este ano houve o acréscimo de um assessor por Gabinete e reposição inflacionária nos subsídios dos vereadores e ocupantes de cargos comissionados, os custos serão maiores.
Cada Gabinete de Vereador é composto por um vereador, um chefe de Gabinete, dois assessores de Gabinete e dois assessores parlamentares. Este ano houve o acréscimo de um assessor parlamentar, elevando para seis o número de assessores para cada vereador. Custos por mês, em 2025, considerados pelo OSM são:
Vereador = R$ 15.193,00
Chefe de Gabinete = R$ 12.059,73
Assessor Parlamentar = R$ 9.48,85 (cada)
Assessor de Gabinete = R$ 7.365,83 (cada)
Total mensal (mínimo): R$ 43.667,41
Total anual: R$ 524.008,92
Fonte: GMC Online / Observatório Social
Análise / Opinião do autor
A partir dos dados apresentados, observa-se que isso é o mínimo — muitos gabinetes têm mais assessores, o que aumenta significativamente esse valor.
Diante desses números, é possível afirmar que manter um único gabinete parlamentar representa um custo superior a meio milhão de reais por ano aos cofres públicos. Quando multiplicado pelo número de vereadores em uma cidade, o impacto orçamentário se torna ainda mais expressivo.
No Estado de São Paulo, por exemplo, as Câmaras Municipais consumiram mais de R$ 3,7 bilhões em 2023 , com custo médio de aproximadamente R$ 579 mil por vereador ao ano — valor bastante próximo da estimativa deste levantamento.
Em nível nacional, o sistema legislativo municipal envolve dezenas de milhares de vereadores e pode representar bilhões de reais por ano, compondo uma parcela relevante da estrutura administrativa do país.
A própria Constituição impõe limites, como o teto de até 70% do orçamento das Câmaras com folha de pagamento , justamente para evitar que a máquina pública se torne excessivamente onerosa.
Diante desse cenário, fica o questionamento que cabe à sociedade:
Esse custo representa um investimento na democracia, na fiscalização e na melhoria dos serviços públicos? Ou se tornou, em muitos casos, apenas mais um peso permanente sobre o bolso do contribuinte?
A resposta não está apenas nos números, mas na efetividade do trabalho parlamentar. Quando há produção legislativa relevante, fiscalização ativa e retorno concreto à população, o custo pode ser justificado como investimento público.
Por outro lado, quando a atuação se limita a ações simbólicas ou pouco impactantes, o que se vê é uma estrutura cara, sustentada pelo cidadão, mas distante das reais necessidades da população.
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