Pagamentos milionários feitos por banco em liquidação entram no radar da CPI do Crime Organizado e levantam debate sobre sigilo fiscal e transparência

O escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, recebeu R$ 80,2 milhões em pagamentos realizados pelo Banco Master entre os anos de 2024 e 2025. As informações vieram à tona a partir de documentos fiscais enviados à CPI do Crime Organizado, em andamento no Senado Federal.
De acordo com os registros, os valores foram repassados em 22 parcelas de R$ 3.646.529,72, entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 — período que coincide com a atuação do banco antes de sua liquidação pelo Banco Central. A instituição financeira era comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Os dados constam na declaração de Imposto de Renda do banco, documento que passou a integrar as investigações parlamentares. A CPI busca apurar possíveis irregularidades envolvendo instituições financeiras e suas relações com agentes públicos e privados.
Em nota oficial, o escritório de Viviane Barci de Moraes negou a veracidade das informações divulgadas e afirmou que os dados foram obtidos de forma ilícita. A defesa ressaltou ainda que informações fiscais são protegidas por sigilo legal e não podem ser expostas publicamente sem autorização.
O caso amplia o debate sobre a relação entre o setor financeiro e figuras públicas, além de trazer à tona questionamentos sobre o uso e vazamento de dados sigilosos no âmbito de investigações parlamentares.
A repercussão do episódio deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, à medida que a CPI avance na análise dos documentos e na oitiva de envolvidos.
Fonte: InfoMoney. Foto: Beto Barata/Presidência da República
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